Os mitos ou histórias iniciáticas dão sentido, trazem conteúdo ao que foi esvaziado de criaturas e ficou no esqueleto, nos ossos, na essência primeira…
Através da repetição, do ritmo cíclico dos mitos, volta a ser soprada vida aos ossos, aos esqueletos de um mundo aparentemente vazio de conteúdo.
Através da repetição, do ritmo cíclico dos mitos, volta a ser soprada vida aos ossos, aos esqueletos de um mundo aparentemente vazio de conteúdo.
Mas não é afinal do vazio de onde tudo provém? Do caos primordial? Da lama? Da nébula?
Das linhas do desenho já estavam a surgir palavras por entre as linhas. Quando desenhava elas nasciam, vinham de algures, de nenhures… Mostravam-se como nuvens nos meus pensamentos quase vazios ocupados por linhas, mas por entre elas apareciam insistentes até ganharem forma em folhas que comecei a ter ao lado dos desenhos especialmente para as acolher. “Words that come to mind” chamei-lhes. O nome surgiu em inglês e não na minha língua materna, pois por vezes misturam-se ao terem sido aprendidas na minha infância quase em simultâneo. Comecei a juntar estas folhas cheias de palavras e desenhos, nascendo livros, objectos, aparentemente sem sentido ou com múltiplos sentidos.
O mundo dos sonhos começou a formar-se e a ganhar força. Sonhos lúcidos, sonhos recorrentes. Registos de sonhos por palavras e imagens.
A tentativa de escrever um entrelaçar entre mundos povoados de desenhos.
A busca da construção de pequenas histórias misturadas: vivências de regeneração com a natureza, sonhos e o resgatar de histórias antigas do meu pai. Uma busca arqueológica no meu passado familiar. E no meu passado animal, vegetal… Chegando a sonhar ser uma árvore, uma enorme alfarrobeira.
A tentativa de escrever um entrelaçar entre mundos povoados de desenhos.
A busca da construção de pequenas histórias misturadas: vivências de regeneração com a natureza, sonhos e o resgatar de histórias antigas do meu pai. Uma busca arqueológica no meu passado familiar. E no meu passado animal, vegetal… Chegando a sonhar ser uma árvore, uma enorme alfarrobeira.
Do individual surge o universal, histórias mitológicas sobre a origem do mundo.
De onde vem o mundo? Do caos? Do ovo? Do vazio? Da nébula?
Ao repetir a mesma história apercebo-me da importância do seu ritmo, do que ela nos diz para além do conteúdo.
Histórias iniciáticas de transformação também com estruturas ricas em repetição.
De onde vem o mundo? Do caos? Do ovo? Do vazio? Da nébula?
Ao repetir a mesma história apercebo-me da importância do seu ritmo, do que ela nos diz para além do conteúdo.
Histórias iniciáticas de transformação também com estruturas ricas em repetição.
Esta busca vem preencher um espaço com mais perguntas sobre este vazio, mas libertou-me do meu microcosmos individual, do meu umbigo e abriu caminho para um macrocosmos universal, ampliando a magia da repetição de palavras e orações, de histórias balsâmicas não só para as nossas almas, mas para a alma do mundo, do universo…