Neste renascer demos vida a novos, antigos materiais de pintura em ligação com a terra e a casa.
Uma instalação com objectos recolhidos entre as praias do Telheiro e Ponta Ruiva e objectos que vieram de Sintra.

Linhas que ligam lugares, pessoas e vidas.
Histórias contadas entre mundos, entre fios, perder o fio à meada, reencontrar o fio, fios, desenhar, voltar a enrolar, deixar fluir a palavra…
 Uma chaminé caiada, um telhado a ruir, um desenho de telhas caiadas e fios perdidos e reencontrados neste mar de terra esculpida…
 
Memórias que perduram:
Um percurso no telhado, ser caranguejo, não pesar, flutuar…
Entre mãos, pernas e pés distribuir o peso…
Rendilhar, imprimir memórias, fios tecidos por outras mãos, histórias entrelaçadas…
Esculturas feitas pelas árvores vestidas de cal pousadas no telhado ligadas por um fio à chaminé… Esvoaçar, desenhar com o vento.
Teia tecida na porta selada com um círculo de pinheiro protegido com cal e desenhado a negro. Portal na parede que abre outras portas. Portas do coração, do espírito, da imaginação… Caixa de tesouros desenhada pela Luz (a minha filha com 5 anos). Impressões de um rastejante, memoria de uma cobra deixada pela impressão da sua pele enaltecem a capacidade de renovação e transformação.
Estou grata pelo convite de uma grande amiga através da Tertúlia — Associação Sócio-Cultural de Aljezur que levou ao renascer do fio do desenho que flui na minha vida… Agradeço à Família pelo suporte e ajuda incondicional: à minha Mãe por tudo, à Luz que com a sua caixa de tesouros abriu outra porta, um portal de vida e imaginação pura… ao Bruno que através dos seus labirintos deu vida e fechou a teia que protege e transforma esta instalação. Ao suporte e incentivo que me deu para conseguir flutuar em cima do telhado abrindo esta possibilidade caiando a chaminé.
 
Grata a todos e todas que participaram neste projecto e que estiveram presentes…  
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