Dos desenhos nasceram fios, ou antes, dos fios nasceram desenhos…
Fios impressos com as mãos, os pés.
O corpo inteiro a atirarem-nos para bem alto, a voarem e transformarem-se em desenho. Ficam presos num objecto previamente pendurado (raiz) passando a ser esse o seu lugar, um apontamento de cor.
Fios impressos com as mãos, os pés.
O corpo inteiro a atirarem-nos para bem alto, a voarem e transformarem-se em desenho. Ficam presos num objecto previamente pendurado (raiz) passando a ser esse o seu lugar, um apontamento de cor.
Onde é que está a aranha?
Não sou propriamente uma aranha, mas os desenhos são metaforicamente as minhas teias, cuspidos, processados através do meu corpo, fazendo a ligação entre interior e exterior…
Há medida que o meu corpo se envolve mais no processo de trabalho, este materializa-se, ganha tridimensão, os objectos usados para desenhar passam a habitar os espaços e a ser eles próprios desenho. Viajam de um espaço para o outro, fazem a ligação, transportam memórias de lugar…